Aparentemente, o trabalho em conjunto das forças de segurança do Rio estão a conseguir resultados no morro do alemão. Mas não basta.

Com o sitiamento destas fortalezas e a subseqüente eliminação das parasitas, deve-se levar em conta que, ao abrigo da lei, propriedades irregulares localizadas em acidentes geográficos apresentam um desserviço ao cidadão como qualquer outro.

Medidas deveriam ser adotadas para remover os moradores irregulares e suas propriedades do terreno nativo, oferecendo a esta população o direito de viver dignamente e dentro dos conformes da lei. Só assim, pode-se acabar de vez com a indústria do tráfico de drogas, que se aninha entre os pobres para deles se nutrir.

Embasamento legal:

(Cód. Civil) Art. 1.228 § 1º O direito de propriedade deve ser exercido em consonância com as suas finalidades econômicas e sociais e de modo que sejam preservados, de conformidade com o estabelecido em lei especial, a flora, a fauna, as belezas naturais, o equilíbrio ecológico e o patrimônio histórico e artístico, bem como evitada a poluição do ar e das águas.

§ 3º O proprietário pode ser privado da coisa, nos casos de desapropriação, por necessidade ou utilidade pública ou interesse social, bem como no de requisição, em caso de perigo público iminente.

(continua)

Relativo aos jovens da barra: deve ser no mínimo interessante pagar 100 mil em honorários advocatícios para a defesa de um filho marginal.

O que me leva à seguinte reflexão: na cadeia, não quero passar nem um minuto que seja. Afinal, em um minuto, muita coisa pode acontecer.

Como imagino que estes muito em breve haverão de descobrir, se não-já-o-fizeram. Como relatado na mídia, a soberba falou mais alto. Habeas corpus na mão, mas a língua se meteu.

Vejamos porém se algo diferente de Galdino se passará. A ventura destes é a insignificância, que logo fará deles o povo esquecer.

À época, tinham Max Rogério Alves, 19, Antônio Novely Vilanova, 19, Tomas Oliveira Almeida, 18, Eron Chaves Oliveira, 19, G.A.J.N, 17 anos, respectivamente. Onde estarão estes agora?

Da Venezuela, podemos aprender a seguinte lição:

Terrível é a revolta dos injustiçados.

De fato, aqueles que se preocupam em manter os privilégios do presente, devem se conscientizar que melhor forma de preservar o status quo é aplacar o desejo de mudança daqueles que tem a força para fazê-lo.

Mais que humanitarismo barato, demagogia, e além mesmo do populismo, a busca pelo avanço das categorias de base do país são um interesse do estado democrático.

Seria assaz interessante que esta preocupação se fizesse presente nas figuras políticas pertinentes. Interessante não só ao país, mas principalmente a eles próprios.

JPJ. Recém admitido em um curso de direito na cidade do Rio de Janeiro. 21 anos.

Pretende-se usar este espaço para divagações de natureza jurídica, pensamentos aleatórios sobre o cotidiano, e principalmente como um registro dos trabalhos em geral.

Afinal, imagino que nestas páginas fatalmente ficará atestada a minha evolução, como aluno. Que a ignorância seja benéfica e abundante, mas não repetitiva.

Updates quando for pertinente. Um abraço.

 

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