Com a devida sincronização com o ministério público, o governo desta cidade poderia realizar tal remanejo de cidadãos de forma minimalmente traumática. Com medidas emergenciais, estas pessoas poderiam ser realocadas a abrigos temporários, disponibilizando-se então serviços de cidadania, como por exemplo cursos de instrução, emissão de documentos e exames médicos em regime de mutirão.

Empregando mão de obra local, empreiteiros da prefeitura haveriam como direcionar estes a construirem suas próprias habitações, em locais apropriados, dando-lhes pleno controle sobre sua comunidade.

Dando-lhes, então, suas necessidades básicas, tal como transporte público eficiente, policiamento ostensivo tendo seu contigente recrutado entre os próprios comuns, e após a encubação de uma economia artificial, fica a dúvida se, em uma década, estes ainda estariam de pé.

Parece-me melhor, porém, que a alternativa.