De acordo com o pensamento marxista, o mais indicado a promover a mudança social é o proletariado, por conta do materialismo histórico.
Porém, ouso afirmar que, no Brasil, a mudança social deverá ser advinda da classe média – a burguesia.
Uma conjectura simples, e fácil de ser explicada: o lucro.
Enquanto o povo tem por definição o princípio de tão somente não querer ser oprimido, as classes mais privilegiadas buscam sempre o enriquecimento. Absurdamente, pouco se importam com o paradigma nacional, contanto que possam prover o suficiente para seu próprio conforto.
Entretanto, à medida que a classe, esta capitalista por excelência, conscientizar-se que seus gastos com educação, saúde e segurança haveriam de ser providos pelo estado, este recolhedor de abusivos impostos, haveria uma mudança de paradigmas: cobrando implacávelmente o retorno por seus investimentos, tal como consumidor inflamado que ela o é.
Sendo o estado finalmente cobrado por suas responsabilidades – ao fim da apatia de uma classe dominante, porém letárgica e fraca – acredito que fariam-se saber benefícios não só à ela, mas também à aqueles injustiçados de menores meios e imensurável ânimo.
Naturalmente, faz-se uma neutralização social e diminui-se a larga folga burocrática para a corrupção, demandando-se a aplicação do capital investido. win/win.





